A review of Dave Mandl's review of Lev Manovich's new book

The question of politics — or rather, its absence — in the work of Lev Manovich has already been posed. It was in a 2011 paper by Alexander R. Galloway that questioned why the Russian-born, US-based theorist and graphical computation pioneer avoided politics in his seminal The Language of New Media. While Galloway maintained that the absence of an explicit discussion of the political aspects of new media was indeed a problem, he also made an ingenious argument regarding it: just like the Russian formalists, for Manovich, who made his upbringing in the politically charged Soviet Union, perhaps not talking…


How a new app shows the troublesome quality of our identification with the past

In 1987, Zbigniew Rybczyński released Steps, an animated short that combines live actors with manipulated stock images that is as curious as penetrating about the specific cultural moment it was produced. In the movie, a group of North American tourists is called to try the latest invention of a Soviet-based scientist cum trickster. The experiment consists in transporting a group of people from the outside to the inside of a historical record; in this case, the famous scene of Sergei Eisenstein’s Battleship Potemkin (1925) at the Odessa steps. The group is a collection of stereotypical tropes of the North American…


Quais os limites da história digital num país marcado pela exclusão e desigualdade social?

O subtítulo deste texto provém do grupo de discussão de mesmo nome, cujo encontro ocorreu em 23 de fevereiro como parte das atividades do II Curso de Introdução à História Pública, promovido pela Rede Brasileira de História Pública. Tive a sorte de contar com Anita Lucchesi, Fernando Sossai, Gilliard Prado, Luiz Otávio Correa, Marcella Albaine, Rodrigo Bonaldo e Waldomiro da Silva Júnior como colegas de mesa. O texto apresentado é a versão estendida da fala, da qual apresentei apenas um resumo.

Também agradeço a Francieli Borges…


Em Cidadania Insurgente, James Holston argumenta que o Brasil é um país de cidadania desigual, já que "administra as diferenças sociais legalizando-as de maneiras que legitimam e reproduzem a desigualdade". Embora ninguém seja legalmente excluído da cidadania no país, cada grupo de interesse procura defender sua posição introduzindo uma pequena diferença nessa igualdade. Tempo de contribuição diferenciado, regime especial de aposentadoria, benefícios salariais, privilégios fiscais, todos esses diferenciais são válidos perante a lei, mas indicam que alguns gozam de maior cidadania que os outros. De certa forma, é como se nunca tivéssemos superado o Estado corporativo, uma outra denominação para…


A letter to reviewer 3 (with a nod to reviewer 2)

This text comments a paper I wrote on Digital Humanities that is available here.

In the end of 2019, I wrote a paper on the controversy surrounding Nan Z. Da’s “The Computational Case against Computational Literary Studies”, published on Critical Inquiry at March of that same year. As I read the paper and watched as the discussion unfolds, mainly on the journal’s blog, it stroked me that neither the author nor the commentators, even those few who were supportive of her, seemed to be speaking the same language. Da explicitly stated that she would make a “computational critique” of the…


An outsider's perspective followed by an epistemological proposition

In If on a Winter’s Night a Traveler, Italo Calvino (2012) introduces us to Lotaria, a kind of nemesis that is present throughout the volume, sometimes opposing the reader, who is the main character of the novel, and sometimes the writer of the defective work, Silas Flannery. At a certain point, he asks her if she had read any of the novels she had borrowed, to which Lotaria replies that she did not, because she did not have a computer:

She explained to me that a suitably programmed computer canread a novel in a few minutes and record the list…


O que um curso de arquitetura pode dizer sobre a tarefa da crítica?

Ryue Nishizawa e Kazuyo Sejima, SANAA

Atribui-se a Frank Zappa a frase segundo a qual escrever sobre música é como dançar sobre arquitetura. A frase é um ataque à crítica musical, argumentando que a experiência musical é, no fundo, irredutível ao discurso racional. Música é para sentir, não para explicar. Eu não concordo necessariamente com Zappa. Um bom crítico consegue estender o prazer trazido pela obra, alongando sua experiência no tempo e acrescentando camadas de significação. No âmbito da música, na minha opinião, quem faz isso com maestria é Alex Ross, da New Yorker, cujo último livro ainda tenho que ler.

Como Zappa era músico, normalmente…


Yesterday I signed into a Spotify account for the second time in my life. Even though the streaming platform has been operating in Brazil for a little while — since 2014, to be more precise –, I’ve been a reluctant user. Corporate capitalism, the datification of musical tastes, the exploration of musicians, who are constantly underpaid, have been a boon for me. Why not listen to music picked by people that, despite their faults, can always surprise us positively? I think I can count on the fingers of one hand the number of times I found myself on the same…


Rodrigo Turin publicou recentemente uma contribuição sobre o significado da Independência na proximidade de seu bicentenário que muito me instigou. A Independência cumpre duplo papel na reflexão do autor. Ela é um objeto que é ressignificado socialmente, de acordo com os discursos políticos que surgiram nos últimos dois séculos, mas a Independência também é um marco fundador da temporalidade moderna no Brasil e, como tal, também serve de ponto de referência para um dos saberes cujo propósito é organizar o lugar do país na modernidade: a história. Assim, a Independência é a própria condição para o surgimento da historiografia brasileira.


Em novembro de 2013, o então deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP/RS) alcançou infâmia nacional ao denunciar, para uma plateia de pequenos agricultores em Vicente Dutra, no Norte do Rio Grande do Sul, que os “índios, gays e quilombolas” eram sua principal ameaça. Os três grupos, que pouca relação têm entre si — pode-se imaginar qual papel que a população LGBTQ+ tem para aumentar ou diminuir a produção agrícola — seriam, nas palavras de Heinze, “tudo que não presta”.

Uma densa gama de preconceitos está presente na fala do então deputado, agora senador. O primeiro é o conservadorismo moral e…

Pedro Telles da Silveira

Escrevo sobre história, música, política e o que mais me interessar no momento.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store